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Aprender a apreciar a vida com "Mary Poppins"

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 10.12.13

Mary Poppins, um musical que mantém a frescura tantas décadas depois de continuar a ser um dos musicais mais escolhidos pela televisão na época do Natal. Mary Poppins é muito mais do que parece à primeira vista. A nanny é muito mais sábia do que parece. E na família todos vão aprender a apreciar a vida.

 

A mensagem de Mary Poppins é intemporal, não se situa no tempo. Reparem que até mesmo a personagem da mãe sufragista se mantém hoje, embora com outras roupagens e outros métodos. E o pai Banks, que trabalha no banco, hesita entre o primado do dinheiro, a vida organizada e rotineira e os sonhos que foi deixando pelo caminho.

Todos terão de fazer uma ginástica mental e emocional para se manterem funcionais no mundo real, pois só felizardos como Mary Poppins e o seu amigo Bert se podem dar ao luxo de ser absolutamente, radiosamente, despudoradamente livres de constrangimentos sociais.

Mas com um pouco de sorte, também alguns de nós, os restantes mortais, poderemos ainda manter e integrar em adultos as diversas fases da nossa história: as crianças que um dia fomos, os adolescentes que um dia fomos.

 

A mensagem é precisamente essa: apreciar a vida de forma inteligente, ser suficientemente flexível para escolher a melhor forma de lidar com cada obstáculo e contrariedade. E uma das ferramentas para a vida é precisamente saber manter o sentido de humor, a jovialidade e a imaginação.

 

 

 

 

A infância é essa fase em que a realidade se mistura com a fantasia. Pensamos que a partir da adolescência essa mistura se apaga. Talvez isso aconteça com a maior parte das pessoas que são educadas e condicionadas a anular essa parte da sua história e a seguir a cultura dominante, o primado do sucesso económico, da funcionalidade e da rentabilidade. Ou mesmo que não sigam a cultura dominante, mesmo que privilegiem as pessoas, as interacções, os afectos, são programadas para evitar a espontaneidade da infância.

Paradoxalmente, este papel de "adulto" pouco tem a ver com maturidade ou responsabilidade, é apenas um papel num teatro social. Por isso vemos hoje, em adultos, tantas atitudes reveladoras de imaturidade e irresponsabilidade. E pior, vemos que perderam a capacidade de rir espontaneamente e de apreciar a vida.

 

 

 

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publicado às 23:17



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